Meados do segundo semestre de 2008. Acho que foi em setembro.
Via Anchieta sentido Capital, km 18, aquele inferno de todos os dias após as 18horas.
Para mim não tem tempo mais perdido do que ficar parada no trânsito, por isso optei por sair da capital e morar em São Bernardo, no mesmo município onde trabalho.
Faço de tudo para sair uns minutos mais cedo, ou ir a algum lugar que me force a fugir dessa muvuca.
Será que nunca, nenhum prefeito vai se dar conta de que aquele trevo precisa ser reestruturado? Tudo bem, sigo na minha narrativa.
Nosso carro não era novo, mas conservado. Maridão é cuidadoso.
Transito pára; transito anda; engata primeira; freia; engata novamente; anda dois metros; pára....
Eis que numa dessas, numa leve, muito leve subida, eu piso na embreagem, e cadê?
Cadê o pedal da embreagem que estava aqui? Quem pegou?
Puxo o freio de mão, olho por debaixo do meu pé: cadê o pedal????
Desço do carro, mas antes disso acendo o pisca alerta porque a buzinação já tinha começado. Pergunto-me porque tanta impaciência. O transito não flui mesmo.
O pedal da embreagem estava lá. Lá no alto, escondido, tímido, cansado (como eu).
Putz e agora? Decididamente não sei muito bem como lidar com isso. Fico parada alguns segundos pensando em como sair da situação, quando ouço em alto em bom tom:
- Deixa o carro descer, TIA!!!!!
Rapidamente, me viro em 360 graus porque pensei: Nossa! Tem uma senhora com o carro quebrado também!!!
Não avisto nenhuma SENHORA. Somente neste momento que me dou conta: a TIA a qual o infeliz se referiu sou EU!
Eu, uma balzaca super-ultra-mega-blaster moderna, sendo chamada de tia. Tudo bem, eu sou uma mulher comum: emprego, marido, família, amigos, mas moderna, descolada, antenada.....................SOCORRO!!!!
Bem, mesmo assim aceitei a sugestão. Soltei o freio de mão e fui empurrando o carro para trás e colocando no acostamento.
Ótimo, meus problemas estão sendo resolvidos. Ligo para o marido e depois para o seguro. Ou será que primeiro para o seguro e depois para o marido?
Nossa, que dúvida cruel. Bem, liguei para o marido e depois para o seguro. A atendente da companhia de seguros com certeza estava fazendo algo mais interessante do que atender a uma mulher (moderna) em apuros.
Passei os minutos da ligação gritando feito uma louca porque eu não a ouvia, por suposição: a ligação estava péssima. Ao final escuto a voz da infeliz em alto e bom tom. Com certeza ela estava com o fone de headset mal colocado.
Resumo da minha situação neste momento:
- mais de 19 horas
- local mal iluminado
- transito caótico
Eis que surgem, ao mesmo tempo, meus salvadores: marido e guincho do seguro!
Chegaram ao mesmo tempo.
Desço do meu carro, com toda classe (se é que tenho isso), afundando o saltinho do meu scarpim na grama, meio cambaleante, mas sem tirar o sorriso do rosto. Digo “oi” ao maridão troco de chaves com ele e sigo para o carro dele.
Ele pergunta: aonde você vai?
Respondo: Ora, ora...vou para casa fazer o jantar, afinal de contas sou uma mulher moderna. Te espero lá.
O motorista do guincho não entendeu nada. Tudo bem, eu também não entendo de carros.
Como diria minha eterna-melhor-amiga Vanessa: sou moderna, mas só até a página dois.
Beijocas.
Via Anchieta sentido Capital, km 18, aquele inferno de todos os dias após as 18horas.
Para mim não tem tempo mais perdido do que ficar parada no trânsito, por isso optei por sair da capital e morar em São Bernardo, no mesmo município onde trabalho.
Faço de tudo para sair uns minutos mais cedo, ou ir a algum lugar que me force a fugir dessa muvuca.
Será que nunca, nenhum prefeito vai se dar conta de que aquele trevo precisa ser reestruturado? Tudo bem, sigo na minha narrativa.
Nosso carro não era novo, mas conservado. Maridão é cuidadoso.
Transito pára; transito anda; engata primeira; freia; engata novamente; anda dois metros; pára....
Eis que numa dessas, numa leve, muito leve subida, eu piso na embreagem, e cadê?
Cadê o pedal da embreagem que estava aqui? Quem pegou?
Puxo o freio de mão, olho por debaixo do meu pé: cadê o pedal????
Desço do carro, mas antes disso acendo o pisca alerta porque a buzinação já tinha começado. Pergunto-me porque tanta impaciência. O transito não flui mesmo.
O pedal da embreagem estava lá. Lá no alto, escondido, tímido, cansado (como eu).
Putz e agora? Decididamente não sei muito bem como lidar com isso. Fico parada alguns segundos pensando em como sair da situação, quando ouço em alto em bom tom:
- Deixa o carro descer, TIA!!!!!
Rapidamente, me viro em 360 graus porque pensei: Nossa! Tem uma senhora com o carro quebrado também!!!
Não avisto nenhuma SENHORA. Somente neste momento que me dou conta: a TIA a qual o infeliz se referiu sou EU!
Eu, uma balzaca super-ultra-mega-blaster moderna, sendo chamada de tia. Tudo bem, eu sou uma mulher comum: emprego, marido, família, amigos, mas moderna, descolada, antenada.....................SOCORRO!!!!
Bem, mesmo assim aceitei a sugestão. Soltei o freio de mão e fui empurrando o carro para trás e colocando no acostamento.
Ótimo, meus problemas estão sendo resolvidos. Ligo para o marido e depois para o seguro. Ou será que primeiro para o seguro e depois para o marido?
Nossa, que dúvida cruel. Bem, liguei para o marido e depois para o seguro. A atendente da companhia de seguros com certeza estava fazendo algo mais interessante do que atender a uma mulher (moderna) em apuros.
Passei os minutos da ligação gritando feito uma louca porque eu não a ouvia, por suposição: a ligação estava péssima. Ao final escuto a voz da infeliz em alto e bom tom. Com certeza ela estava com o fone de headset mal colocado.
Resumo da minha situação neste momento:
- mais de 19 horas
- local mal iluminado
- transito caótico
Eis que surgem, ao mesmo tempo, meus salvadores: marido e guincho do seguro!
Chegaram ao mesmo tempo.
Desço do meu carro, com toda classe (se é que tenho isso), afundando o saltinho do meu scarpim na grama, meio cambaleante, mas sem tirar o sorriso do rosto. Digo “oi” ao maridão troco de chaves com ele e sigo para o carro dele.
Ele pergunta: aonde você vai?
Respondo: Ora, ora...vou para casa fazer o jantar, afinal de contas sou uma mulher moderna. Te espero lá.
O motorista do guincho não entendeu nada. Tudo bem, eu também não entendo de carros.
Como diria minha eterna-melhor-amiga Vanessa: sou moderna, mas só até a página dois.
Beijocas.


